domingo, 5 de julho de 2009

Como é bom sair de casa, pedir divórcio temporário à rotina...
Sobre as lembranças da manhã de ontem: viajar de ônibus quase sempre é sinônimo de pesadelo, principalmente quando este lembra o cheiro de lavanderia, água com sabão em pó. Talvez seja algum desinfetante. Entretanto, quando nos perdemos na conversa alheia, ao menos o mal da vertigem pode ser evitado. Não que isso seja um comportamento elegante, mas impossível não prestar atenção, principalmente quando o mesmo metro quadrado é dividido com quatro passageiros.
Sempre há uma desbocada ou autêntica ao extremo, sempre há quem reclame da vida, do emprego, do empregador. E o que dizer dos bendito celular com "home theater" embutido? Uma miscelânia de sons! Isso é fato, sempre que reconheços alguma música, o infeliz a substitui por uma outra, desconhecida. Talvez seja coincidência, mas em todo ônibus há um músico solitário, carregando o violão ou a bateria nas costas.
Rodoviária: sempre há alguém pedindo algo. São poucas as pessoas que se olham e se cumprimentam. Gostei mesmo dos ciganos. Da rodoviária para o "Santana Tenebroso" e dele para o mundo afora...
Ontem frio, hj nem tanto... Pessoas legais moram longe. Talvez sejam legais justamente por isso... a convivência evidencia os defeitos e promove implicância. São legais porque as amo. Isso!
Logo volto pra casa, com o coração levemente preenchido, ainda há lacunas. Estômago pesado.
Em busca de que mesmo? Melhor não pensar.